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Ameaças e Alternativas de Estudo

A captura acidental em redes de pesca é a principal ameaça à conservação da toninha. Centenas morrem todos os anos ao longo do litoral, pois se prendem nas redes e acabam se afogando. Pesquisas vêm sendo realizadas para reduzir este problema, incluindo o uso de alarmes sonoros em redes, o uso de redes modificadas e o uso de petrechos de pesca alternativos, como espinhéis.

Em todos os casos sempre existe a preocupação em manter a viabilidade da atividade pesqueira.
Uma estratégia importante é criação de áreas de exclusão para redes de espera em determinadas regiões ao longo da costa, reduzindo a captura acidental das toninhas, ou a criação de unidades de conservação, que contribuiriam para a conservação de várias espécies marinhas.
Outros problemas também afetam a toninha de maneira direta ou indireta. A poluição das águas pode contaminar os animais através da cadeia trófica, causando problemas fisiológicos, reprodutivos ou comportamentais. A pesca excessiva (sobrepesca) e a pesca predatória reduzem a disponibilidade de alimento no ambiente. A poluição sonora, causada por barcos, navios, atividades portuárias e empreendimentos que geram ruídos no ambiente aquático, podem comprometer o sistema auditivo das toninhas, causar stress, ou levar os animais a abandonarem áreas importantes para sua sobrevivência. Por estes motivos, uma das alternativas em estudo é a definição de áreas estratégicas para a conservação da toninha ao longo do litoral brasileiro. A proteção de algumas áreas, onde atividades de grande impacto possam ser limitadas, poderá contribuir muito para a conservação da toninha e de toda a fauna que vive nestas áreas.

A conservação das toninhas depende também da conservação do ecossistema onde elas vivem!

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