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Atividades de Pesquisa

As pesquisas do Projeto Toninhas visam contribuir para o conhecimento da vida desta espécie tão ameaçada. Há mais de dez anos estamos trabalhando para buscar informações sobre os aspectos ecológicos (como distribuição, uso de habitat, tamanho populacional, entre outros) e biológicos (como dieta, parasitologia, contaminação, genética, entre outros).

Os golfinhos são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas onde vivem e a sua conservação é um símbolo da qualidade de seu habitat. Todos os estudos desenvolvidos visam uma melhor compreensão da história natural da toninha, assim como do ecossistema onde ela vive.

Distribuição e uso de habitat

Conhecer a distribuição da população na área ao longo do tempo permite compreender melhor as suas necessidades de habitat e os efeitos das atividades antrópicas sobre a população.
Toda a área da Baía da Babitonga é percorrida periodicamente ao longo de uma rota pré-determinada para o registro da localização dos grupos de toninhas.

Área de vida, residência e estabilidade de grupos

A fotoidentificação é uma técnica que contribui muito nos estudos de cetáceos em seu ambiente natural sem interferir de forma danosa no comportamento dos animais.
As toninhas são identificadas através das marcas naturais de longa duração presentes na nadadeira dorsal. Em geral, estas marcas são resultantes de comportamentos de socialização.

Cada toninha identificada recebe um código. Ao analisar novas fotos, podemos ampliar o conhecimento sobre os indivíduos dessa população. Até o momento o projeto tem 23 animais catalogados, sendo estes avistados periodicamente.

Bioacústica

Informações sobre o repertório sonoro das toninhas são muito escassas e podem fornecer importantes subsídios para a avaliação do impacto causado por atividades humanas causadoras de poluição sonora no ambiente marinho.
Também são realizados registros sonoros das principais fontes de poluição, como barcos, navios, balsas, dragas e atividades portuárias.
O projeto vem estudando as características dos diferentes tipos de sons através de gravações realizadas com o auxilio de hidrofones e gravador digital de amplo espectro.

Padrões de mergulho e movimentos diários

O projeto realizou em 2011 e em 2013 um procedimento de captura de toninhas para a instalação de transmissores satelitais. Seis indivíduos receberam este equipamento, que permitiu monitorar suas atividades diariamente.
Este trabalho somente foi possível devido a uma parceria internacional, que reuniu a equipe do Sarasota Dolphin Research Project (EUA) e da Fundación Aquamarina (Argentina), que já trabalharam juntas para a realização do mesmo procedimento em águas argentinas.

Dieta e disponibilidade de presas

Para uma maior compreensão dos fatores que afetam a distribuição das toninhas, serão feitas análises de correlação entre os dados de dispersão e área de vida da população e a disponibilidade de presas das toninhas na Baía da Babitonga. Serão realizados cercos de praia com redes do tipo picaré e arrastos de fundo com redes de portas.
Para analisar a relação entre a disponibilidade de presas e a dieta da espécie, serão analisados os conteúdos estomacais de animais encontrados mortos na região.

Levantamento de dados sobre os petrechos de pesca utilizados na região e análise do potencial de captura

Será realizado um levantamento dos pescadores cadastrados nos seis municípios do entorno da Baía da Babitonga (Itapoá, São Francisco do Sul, Garuva, Joinville, Araquari e Balneário Barra do Sul) por meio de consultas às Colônias e Associações de Pescadores.
Baseado em visitas a campo e bibliografia local será elaborado um questionário adaptado à realidade da Baía da Babitonga e regiões costeiras adjacentes, a fim de identificar o esforço pesqueiro para cada arte de pesca praticada.
Além de informações sobre o comprimento das redes utilizadas, horas de pesca, espécies alvo, serão também abordados temas como o valor do pescado no mercado, e possíveis alternativas menos danosas às toninhas.

Parcerias firmadas com laguna e floripa

Foi firmada parcerias com os laboratórios de Zoologia – CERES/UDESC de Laguna e com o de Mamíferos Aquáticos – LAMAQ da Universidade Federal de Santa Catarina de Florianópolis.
A participação do Laboratório de Zoologia – CERES/UDESC estará relacionada ao desenvolvimento de ações de Educação Ambiental, como palestras e contato com as comunidades, na região Sul de Santa Catarina, de Imbituba ao Balneário Rincão. Serão desenvolvidas também atividades de pesquisa, monitoramento de praias para registros de animais mortos e estudo sobre parâmetros biológicos da espécie.
O Laboratório de Mamíferos Aquáticos – LAMAQ participará desenvolvendo ações de Educação Ambiental, como palestras e contato com as comunidades, na região de Florianópolis. Serão desenvolvidas também atividades de pesquisa e estudos sobre parâmetros biológicos da espécie.

Levantamentos aéreos

Serão realizados levantamentos aéreos como forma de conhecer e monitorar o tamanho da população de toninhas que habita as águas do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina (até a ilha de Florianópolis). Esses estudos têm gerado resultados muito importantes sobre a distribuição e abundância da espécie.
Aeronaves são capazes de percorrer uma grande área em curto espaço de tempo, maximizando o período meteorológico favorável à observação de toninhas. Devido à sua velocidade, não existe reação por parte dos animais.

Realização