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Turma da Toninha

Babi

Meu nome é Babi. Eu sou uma toninha, um dos menores golfinhos que existem, e estou ameaçada de extinção. Como sou muito tímida e discreta, poucos me conhecem. Tenho muitos amigos na Baía da Babitonga e preciso da sua ajuda para salvar minha espécie.

(Toninha – golfinho pequeno e discreto. Atinge um comprimento máximo de 1,7 m e peso de até 50 kg. As fêmeas são maiores que os machos. O rostro é longo e fino, com cerca de 200 dentes pequenos. Sua coloração é marrom-acinzentada, sendo mais escura no dorso e mais clara no ventre. A toninha está ameaçada de extinção no Brasil. Vive em pequenos grupos, de dois a cinco animais, que podem ter laços familiares. Ocorre apenas perto da costa, desde o Espírito Santo, no Brasil, até a Argentina.)

Nome científico: Pontoporia blainvillei


Máscara

Vocês não conseguirão me ver com muita frequência. Como todo mão pelada, tenho hábitos noturnos. Babi em meus amigos me chamam de Máscara. Sou muito arisco e percebo que a cada dia meu hábitat está diminuindo.

(Mão-pelada – apresenta comprimento de até 100 cm, e seu peso chega a 12 kg. a pelagem é densa, com coloração acinzentada, quase negra, algumas vezes com tons castanhos ou vermelhos. Possui uma máscara negra ao redor dos olhos e cauda aneala. As patas têm dedo longos, com pelagem bastante curta, por isso é chamado de mão-pelada. Vive da Costa Rica ao Uruguai, sempre próximo aos mangues. Alimenta-se de caranguejos e insetos.)

Nome científico: Procyon cancrivorus


Trintinha

Eu sou uma pequena ave companheira das toninhas. Gosto muito de pescar com elas. Sou conhecida como Trintinha, um trinta-réis-de-bando. Tenho muitas amizades na Baía da Babitonga, acho que por causa do meu jeito alegre. Meus amigos dizem que sou muito sabido, mas na verdade eu presto muita atenção ao meu redor.

(Trinta-réis-de-bando – mede 41 cm e pesa 300 g. O pescoço, o peito e a barriga são brancos. A cabeça também é branca e tem um penacho preto que se acentua no período de reprodução. As asas são cinzas e o bico amarelo, eventualmente manchado de preto. Essa ave pode ser observada em bandos com outras espécies de trinta-réis. Ocorre em toda a costa atlântica da América do Sul.)

Nome científico: Thalasseus sandvicensis


Balu

Eu sou o Balu. Quando não consigo conter minha agitação, incho a barriga e fico boiando, o que também ajuda a afastar os predadores. Todo baiacú é assim. Sou jovem, agitado e muito alegre. Me divirto muito com meus amigos da Baía da Babitonga.

(Baiacú - quando se sente ameaçado, o baiacú infla seu corpo com água ou ar para assustar o inimigo. Em seu corpo há uma toxina que pode ser fatal para quem consome sua carne. Em geral, o baiacú tem dorso escuro, de cor variada e com marcas características. Trata-se de um peixe que vive em águas não muito profundas, e o fundo pode ser lodoso ou de areia. Vive no Atlântico Sul ocidental, desde Honduras até Santa Catarina, no Brasil.)

Nome científico: Sphoeroides greeleyi


Tonho

Eu sou o tonho! Também sou um golfinho, mas muitos me conhecem por boto-cinza. Ao contrário das toninhas, gosto de chamar a atenção das pessoas, das saltos e fazer piruetas. Se você conhece a Baía da Babitonga, já deve ter me visto.

(Boto-cinza – golfinho costeiro, com comprimento médio de 1,7 m e máximo de 2,2 m. O peso médio chega a 60 kg. O rostro é mais curto e robusto que o da toninha. Sua cor varia em tons de cinza, com o dorso mais escuro e a barriga clara. O boto-cinza forma pequenos grupos, de dois a sete animais, embora grandes agragações, com mais de 400 indivíduos, já tenham sido registradas. Ocorre somente na América do Sul e Central, desde a Nicarágua até a Baía Norte, em Santa Catarina.)

Nome científico: Sotalia guianensis


Uçá do Mangue

Só porque reclamo da sujeira e da destruição do manguezal meua amigos acham que sou ranzinza e mal-humorado. Sou um caranguejo e meu nome é Uçá do Mangue. Gosto de estar envolvido nas questões ambientais da Baía da Babitonga.

(Caranguejo-uçá – é um crustáceo. Tem carapaça azulada, arroxeada ou avermelhada e pernas vermelhas. Trata-se de um animal herbívoro, alimenta-se principalmente das folhas do mangue. Os machos atingem uma largura máxima de carapaça de 8 a 9 cm; as fêmeas de 7 a8 cm. O animal leva até seis anos para atingir esse tamanho. A espécie vive em tocas feitas no lodo dos mangues, desde a flórida (Estados Unidos) até o sul do Brasil.)

Nome científico: Ucides cordatus.


Lari

Como todas as gaivotas, sou observadora e curiosa. Meu nome é Lari. Sou uma gaivota adulta e gosto muito de estar na companhia de Trintinha. Juntos, voamos para todos os cantos da Baía da Babitonga, levando as notícias de um lado para o outro.

(Gaivota – mede cerca de 60 cm e pesa entre 900 e 1.300 g. Apresenta a cabeça e o corpo brancos, asas e cauda pretas e o bico é amarelo com uma pinta vermelha. As pernas e os pés, com membrana natatória, são amarelos. Filhotes e jovens apresentam coloração marrom manchada, que os deixa camuflados e protegidos dos predadores. É a ave mais comum no litoral catarinense. Ocorre na costa atlântica, desde o Espírito Santo até a Argentina, e na costa do Pacífico, incluindo a América do Sul, a África e a Nova Zelândia.)

Nome científico: Larus dominicanus.


Austral

Eu sou o Austral, um lobo-marinho. Sou viajante, sempre tenho muitas histórias para contar. Nas minhas viagens tento sempre saber o que está acontecendo nos mares e quem está ajudando. Conheço muitas toninhas, mas a Babi é minha preferida, por causa de sua coragem e persistência em lutar pela sua espécie. Por isso, todo inverno tento dar uma passadinha na Baía da Babitonga.

(Lobo-marinho-do-sul – Mamífero marinho. Os machos, que chegam a 2 m de comprimento e 200 kg, são muito maiores que as fêmeas, cujo comprimento pode chegar a 1,5 m e cujo peso atinge em média 60 kg. A cor predominante da espécie pe o marrom-escuro ou marrom-acinzentado. Os machos possuem a pelagem do pescoço mais densa, formando uma espécie de juba. O lobo-marinho-do-sul vive em pequenas ilhas desabitadas, no litoral da Argentina, do Uruguai, do Chile e do Brasil. A espécie não se reproduz no Brasil, onde é considerada uma visitante ocasional.)

Nome científico: Arctocephalus australis.


Zé da Tarrada, Chico e Ritinha

Zé da Tarrafa – Olá, sou o Zé da Tarrafa. Nasci e sempre vivi em São Francisco do Sul. Sou pescador como o meu pai também foi. Gosto muito da minha profissão, por isso sou cuidadoso e preocupado com as questões ambientais da região. Tenho dois filhos, Chico e Ritinha, e tento ensinar para eles tudo o que sei sobre as maravilhas da Baía da Babitonga.

Chico – Eu sou o Chico! Falam que sou muito curioso, mas na verdade gosto muito de aprender coisas novas, principalmente as histórias que meu pai conta. Gosto também de brincar na natureza, ir para a praia, pescar e passear com a minha irmã.

Ritinha – Eu sou a Ritinha! Gosto muito de ir para a escola, de brincar com meu irmão e ficar na praia esperando meu pai voltar da pesca, sempre com histórias para contar.


Dona Raia

Sou a mais velha da turma, meu nome é Dona Raia. Sou uma raia-viola, parente do tubarão, pois tenho cartilagem em vez de ossos. Minha experiência de vida me faz ser muito zelosa com meus amigos. Não gosot de muito agito, sou quieta.

(Raia-viola – o nome raia-viola foi dado por causo da forma de seu corpo. Possui a superfície dorsal de coloração marrom-esverdeada, sem manchas. A superfície ventral é esbranquiçada, exceto na ponta do foçinho, que apresenta uma mancha escura oval. A espécie alcança 1,35 m de comprimento. Habita ambientes costeiros e estuarinos, em fundo arenoso, até 110 m de profundidade. Tem distribuição cosmopolita, ocorrendo em todo o litoral brasileiro.)

Nome científico: Rhinobatos percellens.


Tati

Sou uma tartaruga-verde delicada e paciente. Meu nome é Tati. Assim como as toninhas, minha espécie também está ameaçada. Tenho muita experiência, e isso me faz ser uma boa ouvinte e conselheira para meus amigos mais jovens.

(Tartaruga-verde – sua carapaça chega a medir 1,4 m de comprimento e pode pesar até 235 kg. Nos adultos, a cor da carapaça varia desde o preto-acinzentado até o castanho ou esverdeado. O ventre pe branco-amarelado. Trata-se da única espécie de tartaruga-marinha herbívora na vida adulta que come algas e gramas marinhas e que se reproduz em ilhas oceâncias. Animal com hábito cosmopolita. Suas áreas de alimentação são perto da costa. No Brasil a espécie concentra-se nas regiões Sudeste e Sul.)

Nome científico: Chelonia mydas.


Bocão

Só porque sou muito comilão em chamam de Bocão. É assim que os bagres fazem, comem muito. Por isso, às vezes comemos muito lixo. Sou muito amigo do Balu, é divertido nadar com ele.

(Bagre – tem corpo alongado e pode medir até 35 cm. Possui espinhos venenosos nas nadadeiras peitorais e dorsal. Sua coloração é marrom no dorso e branca no ventre. Apresenta dois filamentos longos nos dois lados da boca semelhantes a fios de barba, característica comum ao grupo dos bagres. A espécie ocorre em zonas litorâneas e é mais abundante em águas costeiras pouco profundas, em fundo lodoso ou arenoso. Alimenta-se de outros peixes.)

Nome científico: Genidens genidens.

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